SEMINÁRIO

País vive quatro epidemias transmitidas por mosquitos, diz pesquisador da FIOCRUZ

O seminário contou ainda com médicos infectologistas da Fundação Municipal de Saúde (FMS) Teresina

17/04/2017 | 12:20 Imprimir Enviar por email
País vive quatro epidemias transmitidas por mosquitos, diz pesquisador da FIOCRUZ

O 1º Seminário de Arbovirose: Situação Epidemiológica da Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela aconteceu hoje, durante toda a manhã, no auditório Caneleiro do Centro Universitário UNINOVAFAPI. O objetivo do evento foi de capacitar e discutir sobre o enfrentamento das doenças emergentes e reemergentes transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, assim como, homenagem aos 100 anos sem Oswaldo Cruz.

“O Brasil vive nesse momento quatro epidemias transmitidas por mosquito de grande preocupação: dengue, zika, chikungunya e febre amarela. No caso das três primeiras nós temos como principal transmissor o mosquito Aedes aegypti. A febre amarela tem sido transmitida por outros mosquitos que vivem nas matas. Essas doenças, no momento, compõem umas das principais preocupações das autoridades sanitárias do país, sobretudo a chikungunya pelas suas características. Pela sua potencialidade de cronificar. Um doente com chikungunya, ao contrário daqueles que tem dengue, pode ficar seis meses, um ano, dois anos com manifestações clínicas que limitam a qualidade de vida dessa pessoa, tornando muitas vezes o seu desenvolvimento profissional extremamente difícil e limitado”, expôs Rivaldo Venâncio, coordenador da FIOCRUZ/Rio de Janeiro e palestrante da atividade sobre Arboviroses.

O seminário contou ainda com médicos infectologistas da Fundação Municipal de Saúde (FMS) Teresina. “Esse evento serve para trazer atualizações sobre as arboviroses. O conferencista, Rivaldo, é uma pessoa da máxima importância para o Brasil, como também para o mundo Ele conhece como ninguém desde a pesquisa até o atendimento ao paciente. Ele tem inúmeros trabalhos desenvolvidos no país em parceria com a FIOCRUZ e professores internacionais. Então é de grande valor para Teresina ter a presença dele aqui”, afirmou Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS e uma das organizadoras do seminário.

O evento teve como público alvo os profissionais de saúde para que eles possam se atualizar e aderir as diversas estratégias de prevenção e combate aos criadouros de mosquito. Assim como intensificar suas ações nas unidades de saúde onde atuam. Além da FMS o Seminário de Arboviroses foi organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Sociedade de Infectologia do Estado do Piauí, Sociedade Piauiense de Reumatologia e Centro Integrado Uninovafapi.

Para o estudante de biomedicina André Luiz participar do seminário foi positivo. “Precisamos muito desse tipo de momento para que possamos saber mais sobre cada doença causada pelo Aedes. Para que possamos também repassar as informações adquiridas à população. Nós como estudantes da área da saúde precisamos multiplicar esse conhecimento junto às pessoas que tem menos acesso às informações desse tipo”, disse.

  • O seminário contou ainda com médicos infectologistas da Fundação Municipal de Saúde (FMS) Teresina
  • O seminário contou ainda com médicos infectologistas da Fundação Municipal de Saúde (FMS) Teresina
  • Rivaldo Venâncio, coordenador da FIOCRUZ/Rio de Janeiro
 
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