MOBILIZAÇÃO

Teresinenses são mobilizados em mutirão de combate à hanseníase

O mutirão aconteceu nos hospitais Mariano Castelo Branco e Promorar, bem como na Unidade Básica de Saúde do bairro Renascença

Teresinenses são mobilizados em mutirão de combate à hanseníase

 

 

Três unidades de saúde em zonas diferentes de Teresina abriram hoje (02) para analisar pessoas com manchas suspeitas no corpo. O objetivo era identificar casos de hanseníase, problema de saúde ainda considerado grave no Brasil e no Piauí, que é um dos cinco estados com maior número de casos da doença.

 

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) está atenta a estes números, e o mutirão vem para evitar a propagação da doença por meio do diagnóstico e tratamento precoce. Durante a manhã, as equipes estiveram nos hospitais Mariano Castelo Branco e Promorar, bem como na Unidade Básica de Saúde do bairro Renascença. “A gente está fazendo esses mutirões não apenas para detectar casos novos, como também estamos examinando quem convive em contato com pessoas com hanseníase, como familiares”, explica a gerente de epidemiologia da FMS Amparo Samito. A transmissão da hanseníase se dá por gotículas de saliva eliminadas durante a fala, espirros ou tosse – um tipo de contato prolongado, que requer um convívio mais íntimo mais comum no seio familiar.

 

A gerente afirma que a bactéria causadora da hanseníase tem um período de incubação longo, por isso os primeiros sinais demoram a aparecer. São sintomas da hanseníase a ocorrência de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas.

 

José de Oliveira veio se consultar porque percebeu manchas nos seus braços. “Meu resultado deu negativo, foi bom tirar a dúvida e vou continuar atento”, disse o morador da região do Renascença. Já Rafaela Silva, que esteve no Hospital Mariano Castelo Branco, se disse aliviada por seu resultado também ter dado negativo. “Eu sentia umas dormências, mas não tinha mancha na pele, aí o médico me deu encaminhamento para outros exames”, relata a jovem.

 

O exame é feito por meio de um teste de sensibilidade na pele, pelo contato com tubos quentes e frios dentro e fora da mancha para detectar alguma diferença na sensibilidade. Em caso positivo, o paciente é encaminhado para tratamento, que é feito por uma combinação de medicamentos e fornecido gratuitamente pela Atenção Básica Municipal. “O tratamento pode durar de seis a 12 meses e, após um mês tomando a medicação, a pessoa já não transmite a doença”, explica Amparo Salmito.

 

Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, menores as chances de sequelas decorrentes da doença, que podem ser neurológicas e até mesmo deformações. “É uma doença grave, que carrega um estigma desde os tempos da Bíblia, vista até como sentença de morte. Nós precisamos acabar com este pensamento, principalmente com o diagnóstico precoce e com a informação em saúde”, alerta Amparo Salmito.

 

Em 2017 foram diagnosticados em Teresina 431 casos de hanseníase na população geral, o que corresponde a uma taxa de 50,69 casos por 100.000 habitantes. Dados parciais de 2018 indicam 385 casos novos na capital, com taxa de detecção de 45,3 casos por 100.000 habitantes.

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Fundação Municipal de Saúde de Teresina - FMS

Endereço Web: http://fms.teresina.pi.gov.br/noticia/2394/teresinenses-sao-mobilizados-em-mutirao-de-combate-a-hanseniase